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Centro de Instrução de Guerra Eletrônica

Publicado: Segunda, 20 de Janeiro de 2020, 21h37 | Última atualização em Terça, 11 de Fevereiro de 2020, 13h19 | Acessos: 64306

  

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O Centro de Instrução de Guerra eletrônica (CIGE), primeiro centro de treinamento de Guerra Eletrônica da América Latina, foi criado pelo Decreto Presidencial n° 89445, de 19 de março de 1984. 

O CIGE ganhou vida com a ativação do Núcleo de Implantação do Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (NICIGE), criado pela Portaria do EME n° 07, de 11 de fevereiro de 1985, cujo primeiro Chefe foi o Cel Com QEMA HUMBERTO JOSÉ CORRÊA DE OLIVEIRA. 

Para viabilizar a implantação do CIGE, foram priorizadas as ações relacionadas à formulação de doutrina e à capacitação de Recursos Humanos. Dentre as atividades realizadas pelo NICIGE, destacam-se: 

- Realização de cursos no exterior (ALEMANHA, FRANÇA, INGLATERRA e EUA), com vistas à formação de um núcleo de instrutores no CIGE; 

- Aquisição de um Módulo Básico Experimental de Guerra Eletrônica (MBEGE) para atender às necessidades de qualificação de militares na atividade de Guerra Eletrônica;

- Visitas às instalações fabris e militares no exterior, com o objetivo de colher informações técnicas e doutrinárias;

- A formulação da doutrina de Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro.

A primeira turma de especialistas em Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro, a chamada "Turma Pioneira", foi diplomada em 24 de novembro de 1989. Compunha-se de 28 (vinte e oito) militares, sendo 01 (um) oficial superior do Corpo de Fuzileiros Navais, 15 (quinze) oficiais intermediários e 12 (doze) subtenentes e sargentos do EB.

Em 13 de março de 1998, 14 anos depois de sua criação, o CIGE passou a denominar-se Centro Integrado de Guerra Eletrônica.

Com a extinção do Centro Integrado de Guerra Eletrônica e a ativação do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX), renasce, em 20 de fevereiro de 2009, o Centro de Instrução de Guerra Eletrônica, a Alma Mater da Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro, mantendo a mesma designação militar da OM criada pelos pioneiros na década de 80, a mesma sigla, a mesma insígnia e o tradicional distintivo de OM que ostenta a clássica estrela de 5 pontas, representativa de Escola na heráldica portuguesa.

Além das atividades de Guerra Eletrônica, o CIGE é a OM pioneira no Exército no assunto Guerra Cibernética. Com o advento da Estratégia Nacional de Defesa, o CIGE sediou, em 2010, o I Seminário de Defesa Cibernética das Forças Armadas, evento esse que marcou as primeiras discussões doutrinárias e estruturantes do Setor Cibernético no Ministério da Defesa e nas Forças Armadas. Recentemente, as instalações e o QCP do CIGE foram reformulados para contemplar o corpo docente e operacional da Guerra Cibernética. Dando prosseguimento à vocação no ensino, desde 2012, o CIGE realiza, anualmente, o Curso de Guerra Cibernética, destinado a oficiais e praças das três Forças Armadas, com a participação de diversos palestrantes do meio acadêmico, empresarial e militar.

Ainda no ano de 2012, o CIGE foi pioneiro ao realizar uma inovação no sistema de ensino do Exército Brasileiro. O Curso Intermediário de Guerra Eletrônica foi rebatizado como: Curso de Inteligência do Sinal. Além da mudança de nome, o curso foi reestruturado e passou a ser realizado em parceria com a EsIMEx (Escola de Inteligência Militar do Exército), de forma que o curso continua sendo do CIGE, porém, com um mês a cargo da EsIMEx.

O ano de 2016 foi marcado por dois grandes eventos que vêm se repetindo desde então: A participação do CIGE na Manobra Escolar da AMAN e a realização anual do Estágio Internacional de Defesa Cibernética.

A Manobra Escolar é realizada anualmente na AMAN e, com a participação do CIGE, os alunos das diversas escolas têm a oportunidade de travar contato com a Guerra Eletrônica e a Guerra Cibernética. Durante os quinze dias de manobra, o CIGE leva instrutores e alunos para operarem e explorarem os ambientes cibernéticos e eletrônicos, ambientados no exercício.

O Estágio Internacional de Defesa Cibernética, também com a duração de duas semanas, reúne no CIGE, desde 2016, oficiais de diversas nações amigas para uma grande troca de conhecimentos sobre o tema.

Com o objetivo de capacitar em Guerra Eletrônica militares de todas as Armas, Quadro e Serviço do Exército Brasileiro, o curso de Segurança do Sinal foi retomado em 2018 com nova carga horária e assuntos atualizados. O curso é realizado desde então nos anos pares.

Em 2019, com a evolução do Curso de Planejamento de Guerra Eletrônica, o CIGE iniciou o Curso de Planejamento de Guerra Eletrônica e Guerra Cibernética em Apoio às Operações ocorrendo, atualmente, durante os anos pares.

Neste mesmo ano, o CIGE promoveu um Estágio de Atividades Cibernéticas para Cadetes das três Forças Armadas e também um Estágio de Proteção eletrônica para Cadetes da AMAN. Ambos com periodicidade anual.

Em 2020, o CIGE concluirá a ampliação das suas instalações, visando uma melhor infra estrutura para o cumprimento de suas missões.

Ao longo de mais de três décadas, a Atividade de Guerra Eletrônica vem se reinventando e ganhando força e vigor em seu Centro de Instrução, herdeiro e guardião das tradições da Guerra Eletrônica e orgulho das várias gerações de Guerreiros Eletrônicos que o construíram e o mantêm pujante e em constante modernização.

 

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